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Os artigos em português Novos caminhos para o Aikido
Seminário para arrecadação de fundos para crianças
com câncer na Cidade do México.
de 7 a 10 de novembro de 2003.

Por Gaku Homma
Nippon Kan Kancho


Como acontece de tempos em tempos, três Shihans diferentes de alto nível de Aikido programam seminários na Cidade do México em um período de menos de quatro semanas. Em Outubro, Fujita Shihan do Aikikai Hombu dojo, Yamada Shihan da USAF’s de Nova York, e Kawahara Shihan do Canadá vieram ao México para ensinar. Embora todos sejam reconhecidos oficialmente como shihans da Aikikai, cada um possui sua própria rede de dojos na Cidade do México. Eu acho que é muito bom que a Cidade do México seja, segundo dizem, a maior cidade do mundo! Sem que nós soubéssemos, nosso seminário foi agendado também nesse período, o que fez o resultado do evento ainda mais interessante.

Estudantes de muitos outros países já se aproximaram de mim com questões a respeito de se realizar seminários em conjunto e a respeito de como incrementar outras atividades no dojo. Foram questões como essas que deram início à nossa relação com o Aikido do Take Musu Aiki do México na Cidade do México, uma relação que agora tem levado o Aikido do México para uma nova direção.

No começo da primavera e no verão de 2003, Fernando Roman Sensei e seus estudantes visitaram a Nippon Kan. Eles me fizeram muitas perguntas a respeito de como a Nippon Kan funcionava, e me perguntaram quanto eu cobraria para ir ensinar no México. Eu respondi “se você está buscando por novas idéias e novos direcionamentos para o Aikido no México, eu seria muito feliz em contribuir sem cobrar nada”. Esta é a minha contribuição. O que eu acredito ser importante é pensar em caminhos que envolvam o seu dojo em sua comunidade, como compartilhar o que desenvolvemos com os outros. Se você quiser utilizar a linha de projeto da Nippon Kan como um guia para o seu dojo, eu ficaria feliz em ajudar”.
Os resultados daquela conversa inicial me trouxeram ao México em Julho onde eu me encontrei com outros membros de dojos e pesquisei os projetos que queriam realizar e os recursos e instalações disponíveis para avançar. Esta visita culminou com o seminário organizado pelo Take Muso Aiki para beneficiar crianças com câncer no México acontecido entre 7 e 9 de novembro.

Aproximadamente cem Akidocas adultos, trinta jovens e muitos observadores se reuniram no Tecnologico de Monterrey (Universidade Tecnológica de Monterrey), entre 7-9 de novembro de 2003 para um seminário único em sua forma e em seu propósito. Eu perguntei aos meus anfitriões mexicanos como havia sido o comparecimento deste seminário em relação aos outros acontecidos em Outubro, e eles me disseram que havia sido aproximadamente o mesmo.

No entanto, o que havia sido diferente nesse seminário foi que ele foi organizado pelo Take Muso Aiki dojo do México, que como a Nippon Kan, é um dojo independente. O Aikido do dojo Take Musu Aiki tem sido independente na Cidade do México desde 1998. Este seminário foi o primeiro desta natureza feito no México e, embora Fernando Roman Sensei e Rocio Aguero Sensei não façam parte de um dojo com uma grande estrutura hierárquica, eles atraíram muitos aikidocas para se juntarem a nós nesse evento. Não houve exames prestados neste seminário, desta forma não existia uma razão para que as pessoas viessem. Perguntando, eu descobri que além dos membros do dojo do Mexico Aikido Take Musu Aiki, instrutores e estudantes de oito diferentes dojos haviam vindo de diferentes partes do México para fazerem parte do evento. Havia ainda um grupo de estudantes que haviam programado participarem do evento vindos da Colômbia, América do Sul, mas não conseguiram ultrapassar os obstáculos para obterem vistos para o México. Enquanto eu olhava ao redor para os estudantes no seminário eu pude ver diferentes logotipos e símbolos nos uniformes dos estudantes e isto me fez perceber que este foi um evento único para os aikidoístas mexicanos em mais de um aspecto.

Eu fiquei muito orgulhoso e honrado que tantos diferentes aikidokas tenham vindo ao seminário, mas eu pensei, “Comparado ao Shihans já muito conhecidos que vieram ao México para ensinarem neste mês, minha presença foi comparada “aos vagões de primeira classe” e não era eu que tinha o melhor vagão!”. As taxas dos seminários não eram tão diferentes, então não era o preço. Eu pensei sobre todos os seminários que tiveram participação da Nippon Kan e da AHAN nos últimos anos para ver se eu poderia definir o que fizeram desses seminários um sucesso. Se eu pudesse delinear uma “fórmula” esta poderia ser uma maneira de ajudar outros dojos, especialmente dojos independentes, a desenvolverem suas próprias operações. Em muitos casos, estudantes de Aikido que fizeram do Aikido um meio de vida, não tinham a menor idéia de que esse seria o seu futuro quando eles começaram. Primeiro um estudante e depois um instrutor, a progressão é natural. Quando se percebe já se tem um dojo. AGORA tem o aluguel, contas de luz, água e telefone, seguro e outras taxas que têm que ser pagas todos os meses! As coisas mudam muito rápido. Existe uma preocupação com quantos estudantes estão matriculados e de como apaziguar e cumprir com as pressões das organizações ao qual se está filiado. Existem normas a serem seguidas, papéis a serem preenchidos e contratos a serem assinados. De repente se está perdendo a maior parte do tempo em negócios e marketing ao invés de ensinar e praticar. Reuniões sem fim logo são mais prioritárias do que a realização de rolamentos perfeitos. Apenas se concentrar na administração dos negócios também não faz um dojo progredir e, às vezes, é necessário um longo tempo para que se possa entender esse equilíbrio.

Na verdade, são poucos aqueles que fazem do dojo um negócio de sucesso. A maioria dos donos de dojo de sucesso que eu conheci geralmente possuem outra fonte de renda principal. Isto lhes proporciona a flexibilidade para passar o seu tempo ensinando ao invés de se preocuparem com seus estudantes como um meio de vida. Em minha experiência esses são os instrutores que atraem os alunos e os mantêm. Alguns desses instrutores são independentes, e alguns fazem parte de grandes organizações. Eu tenho ouvido de muitos instrutores que lidar com a relação vertical e linear que está na base das grandes organizações de Aikido tem levado à conseqüências infelizes. Muitos instrutores e estudantes têm deixado essas grandes organizações para terminar com as obrigações financeiras ou com a obrigação de ter que adquirir serviços, mas esse é um tema para outro artigo, outro dia!
Eu quero focar em como sair deste caminho e retornar a ter a mente e o coração que todos nós tínhamos quando começamos a praticar Aikido. Eu quero focar nas possibilidades que existem se alguém fosse desejar se libertar de problemas como esses. Eu tenho estado nesta estrada a maior parte de minha vida e gostaria de compartilhar algumas das coisas que eu descobri.

Nippon Kan começou como um organização independente, eu não me afastei de nenhuma organização para se tornar independente. Existe uma diferença. Eu não era como outros instrutores japoneses de Aikido que vieram para os Estados Unidos com a missão de construir impérios, na verdade, ensinar Aikido não era o meu sonho principal. Nem mesmo eu meus sonhos mais loucos eu poderia imaginar que a Nippon Kan seria o que ela se tornou hoje.

Quando eu vim pela primeira vez aos Estados Unidos, há vinte e sete anos atrás, eu não pertencia a nenhuma organização, e não havia me unido a nenhuma organização desde aquela época. Durante um longo tempo a Nippon Kan foi rotulada de dojo “maverick”. Ser independente significa não ter que responder a nenhuma organização. Isso significa não ter restrições, regras e pagamentos para causar estresse e preocupação. Isso também significa se sentir sozinho às vezes. Sem as restrições de uma afiliação, a Nippon Kan foi livre para criar e desenvolver algumas idéias únicas a respeito da administração de um dojo.

Quando a Nippon Kan começou nós não tínhamos recursos nem para fazermos encontros depois das aulas e hoje a Nippon Kan apóia projetos humanitários de Aikido em todo o mundo. Vir para os Estados Unidos foi muito inspirador em um certo sentido. Isto me ensinou a ser independente. Sem uma organização ou um professor eu aprendi a me sustentar. Eu não dominava a língua e não tinha capital para iniciar qualquer coisa. No entanto eu era rico de uma certa maneira, eu tinha o apoio de bons estudantes. E o seu apoio se revelou a razão de minha sobrevivência.

Por aproximadamente dez anos eu tive uma vida muito difícil. Eu tive mesmo que aprender a viver de arroz, ovos e ervas que eu colhia na margem do rio. Vagarosamente, no entanto, a Nippon Kan se estabilizou e a vida ficou um pouco melhor. Naquele ponto eu senti que precisava mostrar gratidão aos meus estudantes e amigos que me ajudaram chegar tão longe. Não sabendo como agradecer a cada pessoa individualmente, eu escolhi mostrar o meu agradecimento através de ações e não de palavras.

Eu comecei servindo refeições aos desabrigados na Missão de Resgate de Denver. No início eu ia sozinho. O dinheiro que eu utilizava para preparar as refeições era aproximadamente o mesmo que eu utilizava para pagar as contas de luz e telefone. E não era fácil fazer aquilo e era uma luta mês após mês. Depois de dois meses que eu estava realizando esse serviço, um artigo a respeito desse trabalho foi escrito em um jornal local (de Denver). Eu estava quebrado... todo mundo, de repente, soube do que eu estava fazendo.

Depois disso minha vida mudou. Como o gelo que se derrete no início da primavera, mas positivamente. Estudantes ficaram interessados no serviço voluntário e queriam ajudar. As pessoas começaram a falar sobre as atividades dos estudantes da Nippon Kan e mais estudantes chegaram. A Nippon Kan começou a crescer. Hoje continua a crescer, e a AHAN se tornou internacional com projetos na Mongólia, América do Sul, México e no Leste Europeu.
Expressar a minha gratidão pela minha dádiva e pelo apoio de meus estudantes levou a um desabrochar maior do que o esperado. Um movimento positivo havia começado.

“Muhoshu no Mugendaihoshu”, ou “Nenhum benefício individual conduz ao benefício ilimitado para todos” é um ditado japonês que expressa como eu sinto que as coisas aconteceram para a Nippon Kan.

Agora eu quero ajudar outros dojos, pequenos, isolados, independentes que podem estar precisando de ajuda em como descobrir para que o seu dojo se transforme em um sucesso. Existem muitos bons aikidocas no mundo que não têm experiência na condução de um dojo. Essas são as pessoas que eu gostaria de alcançar com palavras de encorajamento.

Se você ficar preso se concentrando em problemas financeiros e política seu dojo terá problemas para sobreviver. Existe uma direção melhor. Para mudar de direção comece fazendo alguma coisa por sua comunidade. Isto ajuda a libertar você dessas preocupações negativas. Isto também dá início a uma direção positiva para guiar seus alunos, e para atrair novos membros para o seu dojo vindos da comunidade que você está servindo. Saia do teto e das paredes de seu dojo e se relacione com sua comunidade de igual para igual, não de maneira vertical como as hierarquias que dominam nossa atual cultura de Aikido. Se você fizer isso, você irá receber coisas que o dinheiro não pode comprar. Sucesso e felicidade não estão no mesmo caminho das preocupações deixadas para trás.

Há uma solução simples para mudar de direção. Apenas aprecie seus estudantes e demonstre sua gratidão por eles com ações, não apenas palavras. Mostre seu agradecimento com ações que dêem retorno para sua comunidade. Com essas ações você terá como retorno a alegria.

Meu primeiro conselho a respeito de seminários é deixar de lado a idéia de que o seminário irá lhe trazer um monte de dinheiro. Essa atitude arrefece o espírito e reduz o foco e os possíveis benefícios. Se você obteve lucro com o evento, meu conselho é que você encontre uma maneira de dar uma parte desse lucro a sua comunidade. Eu sei que se trata de um novo conceito e uma grande mudança de propósito, mas os benefícios desta atitude são múltiplos.

Existe um poema japonês que eu, particularmente, gosto muito. “Zenomotte okonau mono wa, fukuo motte ten ga tasukeru”. Pode ser traduzido como “se suas intenções são boas e se suas ações ajudam outras pessoas, então os céus irão trazer felicidade de volta para você”. As pessoas no México são tradicionalmente pessoas cheias de fé no coração e Fernando ouviu esse poema com o seu coração. Ele e sua esposa Rocio escolheram um projeto como foco do seminário cujo sentido foi especial para eles. Foi a Casa de la Amistad (Casa da Amizade), uma instituição que abriga e cuida de crianças com câncer e de suas famílias.

Eu tratei com consideração sua percepção e seu entendimento e nós nos movemos para solidificar os planos para o evento. Este foi um dos projetos que a AHAN (The Aikido Humanitarian Active Network) ficou muito feliz em apoiar.

O seminário se deu no exclusivo ginásio da Universidade Tecnolócgica de Monterrey em um ginásio coberto de basquete com assentos ao redor. O espaço do tatame era amplo e bem colocado, e havia um espaço amplo para a prática de bokken e jo. Nossos anfitriões estabeleceram e organizaram uma área de registro, controle de bagagens, posto médico e estande para livros e souvenirs. A entrada do ginásio estava lindamente decorada com cortinas brancas e vermelhas, flores, fotos e faixas. Eu fiquei muito orgulhoso de perceber que muito da organização veio da observação de um dos seminários realizados pela Nippon Kan, principalmente pelas fitas vermelhas utilizadas pelo corpo médico enquanto eles estavam praticando!
A cerimônia de abertura foi acompanhada pelo corpo administrativo da Universidade e pelos membros da Casa da Amizade. Todos fizeram discursos de abertura nos dando boas vindas em espanhol, obviamente, que foi traduzido pelo nosso Jorge Gibbons que viajou conosco para este fim. Os discursos de abertura foram seguidos por danças cerimoniais mexicanas realizadas por crianças e jovens adultos em roupas tradicionais. A dança iluminou o humor para o seminário e todos pareciam prontos para iniciar. Os três dias de seminário foram divididos em oito aulas de duas horas cada uma, cada aula tinha o seu próprio tema e foco de estudo. Todos os estudantes e instrutores ouviram e estudaram cuidadosamente.

O fechamento do seminário foi realizado com a presença de crianças em tratamento na Casa de la Amistad, acompanhadas pelo fundador do centro, Dr. Tanaka e sua esposa Yoko-san. Como parte da cerimônia de encerramento nossos anfitriões Fernando Roman Sensei e Rocio Aguelo Sensei doaram fundos, alimentos e outros suprimentos e a Nippon Kan também realizou uma contribuição monetária. Esta doação incluiu ajuda de fundos realizada pelo editor chefe do Aikido Journal, Mr. Stanley Pranin. Mr. Pranin compreendeu muito bem o valor deste seminário e ofereceu não apenas suporte financeiro, mas artigos de aprovação e ajuda na campanha publicitária do seminário.

As instalações retumbaram com um trovão de aplausos de estudantes, membros da família e amigos que estavam presentes para compartilharem dessa realização. Houve um show de sorrisos, enquanto todos permaneciam de pé para uma ovação extra. Foi neste momento que nossos anfitriões, os organizadores do evento, todos os estudantes presentes, espectadores, as crianças e os supervisores do centro de tratamento de câncer compartilharam o que para mim é facilmente expresso e japonês, “Muhoshu no Mugendaihoshu”, ou “Nenhum benefício individual conduz ao ilimitado benefício para todos”.

Este sorriso é o melhor benefício de todos.
Crianças na cerim6onia de encerramento com o Fundador Dr. Tanaka e sua esposa Yoko-san.


Fernando Roman Sensei

Rocio Aguero Sensei

Como todo o instrutor independente logo percebe, cuidar do Mexico Aikido Take Musu Aiki tem exigido muito trabalho de Fernando Roman Sensei e Rocio Aguero Sensei. Eu me sinto honrado e agradecido de que eles tenham ouvido o meu humilde conselho e de que tenham organizado um evento pioneiro no México para beneficiar outros em sua comunidade. Você precisa ter um espírito forte para ser um pioneiro e trilhar um caminho que ninguém jamais trilhou antes. Instrutores que têm ensinado técnicas durante anos nunca alcançaram este tipo de realização. A inspiração que este evento criou e que irá criar em outros não pode ser facilmente medida. A reputação e a imagem de nossa comunidade de Aikido cresceu como um todo através desse evento. Este seminário gerou felicidade para muitos e o benefício é para ser compartilhado por todos os aikidocas mexicanos. Eu acredito que atividades como essas são o propósito, neste século, do Aikido do Fundador Morihei Ueshiba. Este é o novo direcionamento que eu vejo para a comunidade do Aikido, uma direção que tem sido conduzida por esses novos pioneiros.

Eu quero agradecer aos membros do dojo Mexico Aikido Take Musu Aik Senior Jose (Pepe) e Wimmer por doarem tanto de seu tempo e paciência para esse projeto. Eu também gostaria de agradecer ao corpo da Universidade pela assistência e ao pessoal da Casa de la Amistad pelo seu carinho. Nós esperamos que da próxima vez possamos oferecer ainda mais ajuda.

Nos últimos poucos anos tem havido uma silenciosa, mas importante mudança acontecendo em nosso mundo do Aikido. Mais e mais evidente é o fato de que as primeiras gerações de instrutores japoneses, no Japão e também aqueles que fizeram seu caminho ensinando fora do Japão, estão envelhecendo. Muitos agora possuem entre sessenta e setenta anos, e muitos já se foram. E não apenas no Japão, muitos instrutores nativos nos Estados Unidos e em outros países também estão envelhecendo e falecendo.

A passagem para as novas gerações não pode ser detida na baía por muito tempo. Conforme essas mudanças tomam lugar naturalmente, é hora de pensar a respeito de novas direções para o Aikido.

Repito o poema japonês que fala ao coração dessa questão. “Zenomotte okonau mono wa, fukuo motte ten ga tasukeru”. “Se suas intenções são boas e se suas ações ajudam aos outros, então os céus irão lhe recompensar com felicidade”.
Não permaneça preso a estilo ou afiliação, precisamos pensar em novas direções para o nosso futuro. Meu desejo é o de compartilhar com todos “Muhoshu no Mugendaihoshu”, “Nenhum benefício individual conduz ao ilimitado benefício para todos”.

Por favor, una-se a nós nessa direção em seu próprio dojo, em sua própria comunidade onde quer que você esteja nesse mundo.
Para encerrar eu gostaria de agradecer à presidente da AHAN Emily Bush, ao instrutor da AHAN Rick Thompson, ao tradutor de língua espanhola Jorge Gibbons e a todos que vieram à Nippon Kan em Denver como embaixadores do México.

Gaku Homma, Nippon Kan Kancho
30 de novembro de 2003
(tradução William Soares)